terça-feira, 23 de setembro de 2008

Batalha de Break e de MC´S

Com estilo os B.boys e B.girls vão duelar uma batalha que envolve todosos movimentos de Breakingdance- Popping, Locking, Boogaloo, Eletric Boogaloo e mais. A "Batalha de Break Hutúz 2008" premia os competidores quevem do Brasil inteiro, para garantir seu lugar de destaque na dança do HipHop. Não perca tempo, venha participar de mais uma batalha de sucesso nopalco do Hutúz Rap Festival.
O estilo livre (Freestyle) de cada Mc (Mestre de Cerimônia) faz fluir um verdadeiro carnaval de idéias na mente das grandes feras do improviso, mais uma vez no Palco do Hutúz Rap Festival. A Batalha de Mc´s Hutúz 2008 convida os Mc´s do Brasil para uma festa em território carioca. As inscrições já estão no lance, mande sua ficha com seus dados e garanta o seu lugar.

Datas: 28 e 29 de novembro

Local: Circo Voador

Horário: a partir das 22h



Inscrições e regulamento no site
http://www.hutuz.com.br/


Preencha e envie via email, Fax ou para o endereço abaixo.


Fax: 21-30155927

Coloque fora do envelope: Batalha de MC's ou Batalha de Break
Inscrições: Rua carvalho de Souza, 137- sala 111
Madureira Cep: 21350-180

Hutúz Basquete de Rua

Alô galera se ligue na parada... No Hutuz 2008 os basketeiros realizarão passes e dribles que “vão bagunçar” seus adversários.
O torneiro de Basquete terá o formato 3x3 e simultaneamente durante todo o evento, acontecerão também torneios de enterrada e Desafios X1, que com certeza levantarão a torcida com saltos fantásticos, demonstrando toda a habilidade que os Jogadores de Basquete de Rua possuem.Você que é fã de basquete de rua assistirá muitos lances quentes e geniais que serão narrados por Mc’s e embalados por muito Rap.Não fique fora dessa!!!
Datas: 28 e 29 de novembro
Local: Circo Voador
Horário: a partir das 17h
Inscrições e regulamento no site

terça-feira, 16 de setembro de 2008

CINECUFA

No dia 08 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), foi palco da abertura da segunda edição do CINECUFA, um festival de cinema independente organizado pela Central Única das Favelas, que irá acontecer até o próximo dia 21. O evento tem o objetivo de democratizar as produções audiovisuais feitas por moradores de favelas de todo o mundo. “São produções feitas de dentro da periferia, expressões de quem vive aquela realidade”, ressalta o rapper MV Bill, que comandou a festa junto com Nega Gizza. Este ano o festival conta com uma novidade. O prêmio Governo do Rio - Na Tela da Favela, uma iniciativa do Governo do Rio através da Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com a CUFA, premiará os dois melhores filmes exibidos. Isso mostra que produções feitas por moradores de comunidade podem ser feitas com qualidade.

Nesta segunda edição, a Central Única das Favelas homenageou ex-alunos do curso de Audiovisual, oferecido pela CUFA, e que receberam prêmios por festivais de todo o País. Sidinei Pereira (assessor de imprensa do CCBB), Eduardo Coutinho (cineasta), Rodrigo Abel (Superintendente de políticas de juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro) e Beto Cury (Secretário Nacional da Juventude) entregaram os prêmios aos cineastas homenageados da noite: DMC e Cacau Amaral, Bender Arruda , Pablo Cunha, Paulo Silva e Júlio Pecly.“Cine Cufa são produções de quem está dentro da comunidade pra fora, por meio de cursos como os que a Cufa oferece, as pessoas da comunidade passam a ter um olhar cinematográfico, mais crítico”, comenta Paulo. “ E isso não quer dizer que na favela só tem história triste, e só existe felicidade na zona sul”, acrescenta Júlio.

O evento contou com parceiros importantes, que ajudam, para que tudo aconteça, “É importante que além de apoiar as produções, os espaços de exibições existam, isso faz com que elas cheguem a todos”, afirma Eliane Costa, gerente de patrocínio da Petrobras. O que mostra que essa atitude dá visibilidade ao projeto, e incentiva novas criações, o que vai além dos limites da comunidade. Um momento importante da cerimônia de abertura, foi quando a Coordenadora do Núcleo de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Cristina Becker, anunciou o prêmio "Governo do Rio - Na Tela da Favela", oferecido aos melhores filmes exibidos no festival, que serão conhecidos no dia 21, quado o Governador Sérgio Cabral fará a entrega aos vencedores, eleitos pelo júri popular e júri especializado.

Quem marcou presença também foi Maxuel Nascimento, o jovem ator de Malhação foi prestigiar o trabalho dos amigos de Santos, que desenvolvem um projeto intitulado Oficinas Querô, “Esse tipo de produção é a visão que o jovem de periferia tem do lugar onde vive, mostrando que também existe talento nesses lugares”, comenta.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ipea: Brasil vê desigualdade entre brancos e negros diminuir



Os índices de escolaridade, renda e pobreza da população negra registraram melhoras entre 1996 e 2006, mas as condições de vida continuam inferiores às dos brancos no Brasil. A avaliação é de estudo sobre desigualdade racial e de gêneros divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo do Ipea tomou como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) lançadas pelo IBGE entre os anos de 1996 e 2006. A designação 'branco' ou 'negro' foi estabelecida segundo autodeclaração dos pesquisados.
Segundo dados do estudo, em 1996, 82,3% dos negros estavam matriculados em etapas do ensino fundamental adequadas à sua idade e apenas 13,4% no ensino médio. Em 2006, essa porcentagem subiu para 94,2% no ensino fundamental e 37,4% no médio. A proporção de negros e negras que estudavam no ensino médio, entretanto, ainda é muito menor que a de brancos - que chegou a 58,4% em 2006.

A renda média do trabalhador negro também cresceu, embora o aumento não seja muito expressivo: o rendimento médio de 2006 foi R$ 19 mais alto que em 1996, ou 3,93%. A queda da diferença entre os dois grupos se deu devido a diminuição dos rendimentos dos homens brancos, que passaram de R$ 1.044,20 a R$ 986,50. Os demais grupos estudados (mulheres brancas e negras e homens negros) tiveram aumentos.

Mesmo com essa alta, a discrepância é grande. Os brancos ainda vivem com quase o dobro da renda mensal per capita dos negros - pouco mais de um salário mínimo a mais.

Outros dados

Outras constatações do estudo mostram que a população negra é menos protegida pela Previdência Social do que os brancos - especialmente no caso da mulher negra - e começa a trabalhar mais cedo para se aposentar mais tarde.'A renda dos negros é extremamente baixa comparada à dos brancos, e está muito próxima ao valor do salário mínimo', diz o professor Claudio Dedecca, do departamento de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em São Paulo.

Dedecca explica que a oscilação da renda de negros e brancos teve sinais diferentes entre 1996 e 2006 porque os acréscimos ou decréscimos nos pagamentos têm diferentes origens. 'O comportamento da renda dos brancos é definido por negociação coletiva ou fluxos do mercado de trabalho. Então, nesses últimos 13, 14 anos, acompanhou a queda na renda média da população. Já a dos negros está associada à evolução da política do salário mínimo.

Além do crescimento dependente das políticas públicas, a evolução da renda entre negros e queda entre os brancos não se refletiu na erradicação da pobreza. Se em 1996 46,7% dos negros eram pobres, o percentual desceu em 2006 para 33,2. Na prática, cerca de 2 milhões de pessoas deixaram a pobreza num período em que a população ganhou mais de 32 milhões de brasileiros.
Entre os brancos, o número absoluto de pessoas que deixaram a pobreza foi de cerca de 5 milhões, mesmo a queda em pontos percentuais tendo sido menor - de 21,5% para 14,5%.

Especialistas dedicados à questão da desigualdade racial concordam entre si com a raiz histórica deste vácuo econômico entre brancos e negros. Educação básica deficiente e pouco universalizada, a herança histórica deixada por séculos de escravismo e uma tradição de ocupar empregos de pouco prestígio social estão entre as causas da diferença.

Herança

Para o sociólogo Rogério Baptistini Mendes, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp-SP), o fim da escravidão sem a criação de um mercado de trabalho que absorvesse a mão-de-obra negra e herança de concentração fundiária na mão de ricos produtores agrícolas privaram a população negra de acesso a 'mecanismos democráticos de ascensão social, econômica e cultural'.

'A sociedade brasileira foi constituída em três séculos de colonização e quatro de escravidão. Isso gerou uma estrutura de segregação absoluta que foi sendo superada ao longo do século 20, mas não na velocidade necessária para democratizá-la', explica Baptistini. 'Não temos mecanismos para distribuir a renda. É como se no século 21, ainda vivêssemos em uma sociedade escravocrata.'

O economista Vinícius Garcia, mestre em Economia Social e do Trabalho pela Unicamp, aponta a geografia como outro importante fator para explicar a concentração da pobreza entre os negros. 'No nosso estudo, vimos que a população negra está super-representada nas áreas menos desenvolvidas do país, como no Norte e no Nordeste. E é menos concentrada em regiões como o Sudeste, que tem uma estrutura econômica mais dinâmica', pondera ele.

Diretora de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Palmares, Bernardete Lopes defende que o estudo do Ipea é importante para provar à sociedade que os preconceitos raciais não foram superados no Brasil. 'Acho que essa pesquisa vai fazer algumas pessoas entenderem quando dizemos que o país precisa de ação afirmativa e precisa de cotas, porque mostra que não vivemos numa democracia racial, e que a discriminação não era pela pobreza, mas sim pela raça e pela cor', afirma.

'É muito doído perceber que, embora o movimento negro tenha conseguido grandes vitórias e o Estado brasileiro hoje esteja preocupado em diminuir as diferenças, elas continuam sendo sempre o dobro', completa Bernardete, referindo-se a distância de quase 50% entre os salários de pessoas que nasceram com cores de pele diferentes.

Fonte: Uol

Carnaval HUTUZ



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sábado, 6 de setembro de 2008

CUFA-Ceará homenageia Tarso Genro e propõe ações conjuntas entre o MJ e a Central em todo Brasil


No dia 28 de agosto, Preto Zezé (coordenador geral da CUFA-CE) entregou uma homenagem ao Ministro Tarso Genro, num evento de apresentação da Bolsa de Formação para os Guardas Municipais.
Além de homenagear o ministro, Preto Zezé dialogou com ele e com sua assessoria sobre a necessidade de uma ação em conjunto que sintonize esporte, cultura e segurança pública.
No entender da CUFA, um programa do porte e importância do Pronasci tem que ter o máximo de parceiros possível, para que suas ações cheguem realmente às bases sociais, historicamente excluídas das políticas publicas.
O assessor especial do ministro, Sr. Alberto Koptike, se comprometeu a estreitar o dialogo entre o MJ e a CUFA não só no Ceará, mas em todas as unidades da federação onde a CUFA se faz presente e atuante. As próximas paradas são Recife, Paraná e Porto Alegre, e com certeza, a CUFA vai estar lá.



Central Única das Favelas oferece cursos profissionalizantes de graça. São mais de 900 vagas.

Anote aí: subúrbio de Madureira, embaixo do Viaduto Negrão de Lima. É o endereço das oportunidades. As jovens chegam ansiosas para o primeiro dia do curso de moda. Nas aulas, aprendem a costurar e a criar modelitos, figurinos. “Futuramente espero que isso venha implementar uma oportunidade de trabalho”, diz a estudante Aíla Oliveira Barbosa. Na Cufa os professores tiveram uma idéia bem interessante: alunos de diferentes cursos interagem uns com os outros. Por exemplo: uma estudante de moda pode criar figurinos para a turma de produção teatral. Já um aluno de audiovisual tem a oportunidade de fotografar espetáculos e desfiles de moda. Assim, todos aprendem mais. Para o professor da Cufa Tiago Gomes, quanto mais conhecimento, mais chances no mercado de trabalho. “A gente tem encontrado uma abertura muito bacana, em relação aos parceiros e às empresas”, comenta ele. No curso de audiovisual, a oportunidade veio em dobro para Édipo Pereira, de 20 anos. Desempregado e indeciso sobre qual profissão seguir, no ano passado o jovem de Madureira decidiu se matricular na oficina e se deu muito bem. Além de descobrir o talento para a fotografia, Édipo foi convidado para ser monitor do curso. A bolsa que recebe da Cufa já é motivo de orgulho. “Começar a trabalhar foi muito bom, porque posso ajudar em casa, posso ajudar a família, tirando um pouco o peso das costas do meu pai. Eu quero ser um diretor de fotografia”, afirma.
“Ainda há vagas. Quem quiser se inscrever pode ligar para o telefone 2489-4996 ou 7821-9497. A intenção é inserir os alunos no mercado de trabalho”, afirma Janaína Rodrigues, coordenadora de implementação da Cufa.